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A partir de domingo proprietários não poderão alugar vagas de garagem em condomínios

Lei proíbe locação ou comercialização de espaços, exceto quando a convenção permitir

Os proprietários que pretendem alugar vagas na garagem - e os motoristas que usufruir do espaço - devem ficar atentos: a partir deste domingo, dia 20, os contratos de locação ou comercialização de vagas de garagem terão que estar restritos aos próprios moradores, a menos que a convenção do condomínio permita a prática.

A Lei Federal 12.607/2012, publicada no início do mês passado no Diário Oficial da União, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 5 de abril, com prazo de 45 dias para entrar em vigor. De acordo com especialistas, os contratos já em andamento não serão afetados, mas deverão ser deliberados em convenção condominial quando chegar a hora da renovação.

Segundo o texto da norma, “abrigos para veículos (...) não poderão ser alienados ou alugados a pessoas estranhas ao condomínio, salvo autorização expressa na convenção de condomínio”, uma vez que a vaga na garagem é considerada como parte da unidade privada do condômino.

Fonte: Info Money

 

O mercado imobiliário está mais caro?

A rápida valorização dos imóveis na capital cearense registrada, principalmente, nos últimos anos, tem se intensificado. Sempre é pauta nas rodas de conversas, seja de qual for à classe social, que os preços dos imóveis estão fora do normal, que os valores estão exorbitantes e que o mercado caminha para bolha imobiliária.O mercado está super aquecido, o que não quer dizer que os imóveis estão mais baratos. Em poucos anos, o mercado se deparou com uma oferta de crédito imobiliário muito grande e com tanta oferta de crédito ficou mais barato comprar do que alugar, gerando uma grande demanda por imóveis novos. É o que explica o economista, Henrique Marinho, sócio da C&M Consultoria Econômica. “O surgimento do programa “Minha Casa, Minha Vida”, possibilitou a criação de linhas de financiamento de imóveis para população de baixa renda e fez crescer a participação dos bancos privados e do Banco do Brasil no financiamento imobiliário, favorecendo o crescimento da demanda por imóveis e elevando os preços”.

LEI DA OFERTA E PROCURA

Para André Montenegro, vice-presidente da Área Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), o mercado imobiliário está muito aquecido, desencadeando a lei da oferta e procura. “Tínhamos em Fortaleza um dos preços de m² mais baixos do Brasil, mas a demanda tem sido grande e agora os preços estão relativamente equiparados”, afirma.
Sobre a possibilidade de estar caminhando para uma bolha no setor imobiliário, Marinho e Montenegro são enfáticos em dizer que isso está muito longe de acontecer. “O crédito no setor de financiamento imobiliário ainda é pequeno no Brasil e compromete apenas 5% do nosso PIB”, explica o vice-presidente do Sinduscon-CE. Além disso, “a legislação bancária no Brasil torna o financiamento imobiliário muito criterioso, exatamente para reduzir ou mesmo evitar a inadimplência”, reforça Marinho.
Segundo Montenegro, o crescimento dos preços percebido nos últimos anos está ligado ao aumento de mão-de-obra, terrenos e materiais de construção. Marinho acrescenta à essa lista os custos com marketing na divulgação de lançamentos, a burocracia e a tributação. “Para tentar amenizar, o Governo Federal reduziu impostos do setor, principalmente na compra de insumos. Entendemos que basicamente os preços são crescentes por causa da elevação da demanda por novos imóveis”, analisa o economista.

METRO QUADRADO MAIS CARO
O crescimento da demanda por novos imóveis, apontou Marinho, vem elevando os preços de forma desproporcional, principalmente em alguns bairros. “Particularmente na orla marítima e nas áreas que estão sendo beneficiadas pelas obras da copa do mundo”, observa.

Mesmo com o crescimento dos preços praticados no setor, o número de pessoas interessadas em adquirir imóveis, em especial, nas áreas mais cobiçadas da cidade aumentou.

Na Aldeota, por exemplo, o valor médio do metro quadrado chega a atingir a marca de R$ 5.649,00, registrando um crescimento de aproximadamente 51% em relação a 2010. Os dados são da última pesquisa do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis no Ceará (Secovi-CE).

Os outros bairros que estão valorizados, segundo o Secovi, são: Porto das Dunas (R$ 5.048,00), localizado no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza; Meireles (R$ 5.417,00); Cocó (R$ 4.806,00); e Guararapes (R$ 4.347,00).

MERCADO ESTABILIZADO
Apesar dos preços dos imóveis continuarem crescendo em Fortaleza, o mercado já sente que o ritmo de crescimento vai se estabilizar. “O preço vai começar a se ajustar. Se continuar subindo, uma hora o preço não vai caber no bolso do cliente e vai estabilizar o mercado”, afirma o vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-CE.

Montenegro acrescenta que ainda tem muito espaço para crescer. “Temos um déficit habitacional no Brasil de aproximadamente 7 milhões de moradias e ainda não estamos produzindo para atender a essa demanda”, completa.

De acordo com os dados do balanço de 2011 do Secovi, em Fortaleza, os lançamentos de empreendimentos residenciais permanecem em alta. Em 2011, foram lançados 29 empreendimentos com área total de 414.057,74m². Já em 2010, foram 39 lançamentos com área total de 226.574,55m², enquanto em 2009 foram 24 novas construções e um total de área comercializada de 208.630,66m².

PREÇO DE IMÓVEL NO PAÍS

SUBIU MENOS EM ABRIL

A alta do preço do metro quadrado de apartamentos prontos em seis municípios do país e no Distrito Federal desacelerou em abril em relação a março: 1,2%. Em março, a alta do preço médio ficara em 1,4% contra o mês anterior. E, em fevereiro, subira 1,5%, também na comparação com o mês anterior.

Os dados foram divulgados pelo índice FipeZap, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A pesquisa se baseia em anúncios de apartamentos na internet.

Fonte: O Estado

 

DE PORTEIRO A PEDREIRO

Com o aumento dos salários dos pedreiros na construção civil, muitos porteiros estão deixando a profissão. Segundo dados do Sindicato da Habitação (Secovi), tem ocorrido uma migração dos profissionais para áreas que pagam melhor. Hoje, o piso de um porteiro na cidade gira em torno de um salário mínimo, enquanto o de um pedreiro é mais de R$ 1.500,00.

Fonte: O Povo